Fase ALIGN
Alinhar prioridades em 15 dias
Consolidamos 139 iniciativas de três fontes distintas em programas acionáveis, mapeados aos quatro objetivos estratégicos da CVC e organizados por quadrantes de execução.
O que os dados do 1T26 revelam — e por que o plano 3 anos é urgente
Síntese a partir dos documentos compartilhados (BIOS, Flwow, Planilha B2C, Plano CX 2026, pesquisa Select) e da apresentação de Resultados 1T26 CVC Corp. Régua usada: comparável, sem efeitos do conflito no Oriente Médio.
Indicadores-chave do trimestre
A CVC está crescendo reservas (+8% BR) mas degradando margem (take rate 9,3% → 8,9%). O crescimento é inflacionário, não estratégico. O B2B cresce 3× mais rápido que o B2C, mas continua escondido sob uma marca que não o representa. Os pilares atuais entregaram o que podiam — a próxima onda de margem depende de rebranding da holding, marca premium, jornada digital, super app e CVC Ads. Hoje, R$ 85 MM/trimestre de despesa de vendas rodam sem âncora estratégica. Ask: aprovar Etapa 1 (diagnóstico + objetivos 3 anos) em 4 semanas, fechando o workshop antes do 2T26, para ancorar o orçamento 2027.
Cinco achados que importam
Reservas BR +8,1% e Receita +6,0%, mas take rate cai de 9,3% para 8,9%. O crescimento é inflacionário (tarifa aérea +15%), não estratégico (ticket CVC Lazer −2%, classe B em retração). Aéreo carrega menos margem que pacote.
Implicação para o plano: Produtização e desejo de viagem deixam de ser nice-to-have e viram lever direto de margem. Empacotar A+H, ofertar por perfil, reativar classe B ataca os 40 bps perdidos.
Reservas B2B +12%, Receita B2B +22% (+25% ex-conflito). Clientes Globais saem de 1% (4T24) para 7% (1T26) do mix B2B. Hoje sub-representado na narrativa pública.
Implicação para o plano: Justifica financeiramente o rebranding da holding. Há R$ 80+ MM de receita B2B crescendo a 25% que precisam de marca-mãe própria, separada da CVC classe C.
Produtos Exclusivos estagnaram em 22% entre 1T25 e 1T26 (zero ganho em 12 meses). Hotéis Preferenciais já em 77,2%. Pagamentos alternativos em 42%. Os pilares entregaram o que podiam.
Implicação para o plano: Próxima onda de margem exige escopo do plano 3 anos: marca premium, jornada digital, super app, CVC Ads. Exatamente o que está parado na priorização.
Dívida Líquida sai de R$ 101,8 MM para R$ 241,8 MM em um trimestre (+138%). Alavancagem dobra de 0,2× para 0,5× EBITDA LTM. Atribuído a R$ 122 MM de capital de giro por alta de tarifa aérea.
Implicação para o plano: O plano 3 anos precisa ser explicitamente priorizado contra o orçamento, não somado em cima. Esta é a urgência por trás dos três anos em três dias.
Despesa de Vendas +33,9% YoY (R$ 21,6 MM adicionais). Empresa justifica como reforço de marca para alta temporada 2026 — sem plano de marca 3 anos aprovado.
Implicação para o plano: Custo de não fazer o projeto não é zero: R$ 86 MM/ano de marketing rodando sem framework. Cada 10 bps de take rate perdidos = ~R$ 13 MM/ano em receita.